
Como já devem ter dado conta o P.S. de Pinhel andou e tem andado aos ziguezagues pois, ora anunciava como Candidato à Câmara Municipal de Pinhel, Agostinho Monteiro ora anunciava Rui Teixeira. Pelo que sabemos o processo de escolha do Candidato não foi um processo simples e só ficou fechado depois de Armando Sousa ter rejeitado o convite que lhe foi formulado por Francisco Dias.
Para candidato à Assembleia Municipal o nome encontrado foi sempre o de Miranda Cavalheiro que é sogro de Francisco Dias e foi, como sabem, Presidente da Câmara de Pinhel pelo P.S. durante 8 anos. É sabido que em 2001, depois de um processo muito conturbado nas hostes socialistas devido a Miranda Cavalheiro quer impor ao P.S. o nome de António Pinto que é seu sobrinho para 2º da lista da vereação, o P.S. de então decidiu não aceitar esta exigência de Miranda Cavalheiro, até porque, na altura corria a versão de que Miranda Cavalheiro só daria o nome e depois das eleições renunciaria para que o seu sobrinho assumisse naturalmente a presidência da autarquia Pinhelenses. Como devem ainda estar lembrados na altura (2001) assumiu a candidatura do P. S. Vítor Silva que perdeu a Câmara para o seu opositor do P.S.D. António Ruas o actual Presidente. Convêm ainda lembrar que, Vítor Silva depois, em 2005 ter sido o principal impulsionador de uma candidatura independente à Junta de Freguesia de Pinhel, este, é nestas eleições candidato pelo P.S. à mesma Junta de Freguesia o que não deixa de ser caricato.

Mas a campanha do P.S. está cheia de casos pois, depois de Francisco Dias ter assumido o P.S. local, este prometeu diálogo e muitas mudanças na forma de actuar do P.S. de Pinhel. Num primeiro momento até deu a ideia que tal postura poderia ser implementada. No entanto, cedo começou a ser transmitido para o exterior que as coisas não corriam lá muito bem. Com o aproximar das eleições autárquicas e com a chegada ao P.S. de Vítor Silva e Miranda Cavalheiro bem como dos seus correligionários, começou no P.S. local “a noite das facas longas” com exclusões de muitos militantes e dirigentes locais num claro ajuste de contas políticas e pessoais mal resolvidas contrariando tudo o que Francisco Dias tinha assumido. Assim é patente e notório que o P.S. de Pinhel se encasulou neste pequeno grupo de pessoas. O resultado de todo este processo está bem visível na escolha dos candidatos e tem vindo à tona nesta campanha eleitoral. Tem sido uma campanha sem chama pouco participada com muita dificuldade em mobilizar os militantes e as pessoas bem como alguns candidatos. Esta, tem sido alimentada por um conjunto de casos assentes em ataques pessoais quer para dentro quer para fora, sem ideias, sem projectos, apenas centrada no negativismo puro e duro sem qualquer sustentação e demonstração. Há por parte do P.S. um esforço muito grande em disfarçar as debilidades das suas listas numa aposta clara na personalização da sua campanha na figura de Rui Teixeira, usando de forma não assumida mas consentida aquilo que Nós consideramos ser uma chantagem eleitoral, fazendo passar a ideia de que se Rui Teixeira não ganhar as eleições este abandonará Pinhel e os seus doentes pois fizeram correr a ideia que este pede a sua transferência para o Porto.
Tem sido para quem tem seguido a campanha do P.S. uma surpresa pela negativa.

Aliás, o P.S. e Rui Teixeira partiram para esta campanha já derrotados, pois, para eles o seu objectivo não era nem é ganhar a câmara de Pinhel e derrotar António Ruas. Para a candidatura do P.S. de Pinhel o seu principal objectivo é ter mais votos do que o P.S. teve há quatro anos atrás quando o Candidato foi Abel Grilo.
Provavelmente, esse objectivo vão consegui-lo, pois esse feito não é difícil de atingir uma vez que os eleitores no concelho aumentaram e é provável que os eleitores do P.S. também. Outro objectivo para o P.S. é ganhar a Junta de Freguesia de Pinhel. É nesse objectivo que todos os esforços agora estão concentrados, no entanto, não nos parece que possa ser conseguido tendo em conta a forma como a campanha de porta à porta que Vítor Silva tem efectuado tem decorrido. A desconfiança é mais que muita e tem sido uma constante no contacto com as pessoas quer na Cidade quer nas anexas de Quinta Nova, Malta e Quintã dos Bernardos.
A realidade é esta, mas a campanha contínua e pode ser que ainda possa haver algumas novidades. É essa a única esperança para o P.S. de Pinhel.
O nosso prognóstico em termos de resultados eleitorais para o P.S. é que não vai conseguir eleger mais de 2 vereadores. Relativamente aos resultados para a Assembleia Municipal é que,

Miranda Cavalheiro vai perder para Luís Poço e por isso não vai ser eleito Presidente da Assembleia Municipal. Quanto às Juntas de Freguesia parece notório que o P.S. só tem alguma esperança de vitória em Pala e Freixedas.
Sendo assim, três perguntas parecem óbvias e são:
- Rui Teixeira aceita o lugar de vereador ou vai para o Porto e entra para o seu lugar Esperança Fernandes?
- Miranda Cavalheiro vai aceitar o lugar de deputado municipal ou abandona e entra o 1 suplente?
- Vítor Silva se não for eleito (como tudo indica) Presidente de Junta aceita o lugar na Assembleia de Freguesia?
São estas perguntas que já se começam a comentar na caravana socialista.
É que se a resposta a estas três perguntas for sim, então poderemos estar em presença de uma atitude altamente reprovável pois os votos nestes candidatos serão altamente desvirtuados.
Tenham um bom dia!