24 de dezembro de 2008

AS NOSSAS PRENDAS

Pronto temos que admitir. Com esta febre consumista que nos rodeia com tantas prendas que se andam a dar por aí, acabámos por ser contagiados, embora tenhamos tentado resistir, resistir... mas o contágio acabou por nos vencer. Pronto vamos lá direitos ao assunto.
Afinal também Pinhel, Nós por cá… vai dar umas “prendinhas.” Quer dizer, ia-mos, porque, como não temos Orçamento Geral do Estado para gastar, nem Orçamento Municipal nem qualquer subvenção pública ou privada, temos que ficar com a intenção que já não é nada mau.
Portanto, já sabem com O.G.E. ou O.M. ou uma qualquer subvenção para podermos gastar, eram estas as prendas que Pinhel, Nós por cá… ofereceria neste Natal, coisas simples como verão mas muito interessantes pois temos a certeza que os destinatários iriam gostar.
Livros, foi a nossa escolha. Bons Livros, se não vejam:

Para, António Ferreira - Presidente do CDS/PP de Pinhel:

Foi esta a obra:
O LIVRO DAS INUTILIDADES

Uma autêntica mini-enciclopédia de saber acessório, se é que qualquer saber pode ser considerado dispensável. São 2000 factos reais, de temas que vão da ciência ao desporto, incluindo áreas como "culturas & manias" ou "mitos & religiões". Quase todos eles são insólitos e frequentemente cómicos. Por exemplo, "pode dizer-se que o dono de uma sauna vive do suor dos outros". Organizado como uma espécie de almanaque, inclui dezenas de ilustrações a preto e branco.
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Para, Ricardo Avelãs Nunes do Partido Comunista Português de Pinhel - era este:

O CAPITAL


"O Capital" foi a suprema conquista de Marx, o centro da obra de sua vida. Seu objecto era, como Marx colocou no Prefácio ao Volume I, "revelar a lei económica do movimento da sociedade moderna". Pensadores económicos anteriores haviam captado um ou outro aspecto do funcionamento do capitalismo. Marx procurou entendê-lo como um todo. Coerente com o método de análise e concepção de história, Marx analisou o capitalismo não como o fim da história, como a forma de sociedade correspondente à natureza humana, mas como um modo de produção historicamente transitório cujas contradições internas o "levariam à queda."
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Para o empresário – António José Baraças - era este o livro:
“Como devem estar lembrados, este empresário prometeu 400 postos de trabalho directos para Pinhel.”

ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS

Thomas Donaldson, aborda, nesse texto, como uma empresa, deve reagir diante dos padrões éticos de um país estrangeiro, que gere sob aspectos éticos morais, diferentes das nossas práticas e padrões. De acordo com o relativismo cultural, a ética de nenhuma cultura é melhor do que a de qualquer outra, portanto, não existe certo e errado no contexto internacional (SERRA, 2005, p. 23). O relativismo cultural é moralmente cego. Certos valores fundamentais transpõem e permeiam as culturas, e as empresas devem promovê-las. Em contrapartida, encontra-se o imperialismo ético, que segundo o qual as pessoas devem fazer em todos os lugares exactamente o que fazem em casa; as pessoas devem expressar a verdade moral usando apenas um conjunto de conceitos. Por que, muitos gerentes tomam determinadas atitudes achando que essas vão resolver determinados problemas e que na verdade não vão, ou seja, os seres humanos têm recorrido ao longo dos séculos, para justificar condutas questionáveis, tais como: acreditar que a actividade não é “realmente” ilegal ou imoral; que atende aos melhores interesses do indivíduo ou da organização; que nunca será descoberta; ou que será tolerada, por ajudar a entidade, dessa forma é possível analisar esses casos e chegar a conclusão que algumas é necessário compreender algumas regras práticas para controlar de maneira mais eficaz acções gerências que talvez resultem em problemas, deve-se então controlar, mas não eliminar.
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Para, Américo Paulino - Director do Centro de Emprego de Pinhel - a nossa escolha foi esta:


História de Pinhel.
Falcão, Guarda-Mor de Portugal

Pinhel, que possui o título de cidade desde o século XVIII, conhece o primeiro grande apoio ao seu desenvolvimento com D. Afonso Henriques. A evolução histórica de Pinhel conhece alguns episódios mais turbulentos, relatados com fidelidade pelo mestre José Garcês, desde convulsões sociais no período medieval até à participação na última revolta contra a ditadura do Estado Novo, antes do 25 de Abril de 1974, protagonizada por uma companhia militar de Pinhel. Uma história plena de acção denotando o carácter dinâmico da cidade de Pinhel que José Garcês consegue de forma única transmitir através da sua arte.
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Para, o Presidente da Assembleia Municipal de Pinhel – Sales Gomes:
A QUEDA DE UM ANJO

Narrativa de Camilo Castelo Branco publicada em 1865. Camilo é um escritor de quedas, ruínas e contaminações, mas para além disso, um escritor entre dois mundos. A Queda Dum Anjo traça alegoricamente o percurso da contaminação do Portugal antigo por modas políticas, sociais, religiosas e culturais a partir do percurso de uma personagem. Calisto Elói, morgado de Agra de Freimas, vive em Caçarelhos em perfeita harmonia com a sua esposa, D. Teodora de Figueiroa. O seu conhecimento dos clássicos, aos quais dedicou toda a vida, enche-o de uma sabedoria moralista e conservadora que o faz ser eleito deputado pelo círculo de Miranda. A sua presença em Lisboa e os seus discursos no Parlamento fazem sensação. A moral dos costumes antigos, que defende em detrimento do luxo e dos teatros, a vernaculidade autêntica e concisa do seu discurso, o seu senso comum, têm um impacto cómico em Lisboa, o que é tanto mais irónico quanto fazem sentido. Deste modo, retratando o Parlamento como palco fechado e circular das disputas pessoais que os próprios discursos políticos geram, o narrador troça daqueles que, em vez de tentarem conhecer e resolver os verdadeiros problemas nacionais, troçam da sua personagem. Neste sentido, é exemplar o idiolecto florido do deputado Libório Meireles, cujas tendências plagiárias Calisto não tarda a denunciar. O seu estatuto incorrupto e contudo anacrónico é simbolizado pelo traje: «calças rematando em polainas de madrepérola» cujo feitio copiara daquelas do seu casamento, molde imutável de todo o seu vestuário desde então. Mas a experiência da sociedade lisboeta, cheia de mulheres que lêem Balzac e lhe dão a conhecer um romance de Camilo, cujos galicismos condena veementemente, não deixa o herói imune. A contaminação da personagem e os indícios da queda expressam-se exteriormente através da primeira visita a um alfaiate lisboeta, impulsionada pela intenção de impressionar uma jovem menina casadoira cuja irmã ele mesmo acabara de resgatar de uma ligação adúltera. Esse é o primeiro passo de um percurso que culminará na transfiguração de anjo em «esbelta figura de homem», «subordinado ao alvitre do alfaiate», cheio de «meneios, posturas e jeitos» a quem «o descostume da leitura restituíra o aprumo da espinha dorsal». A sua própria mulher não o reconhecerá. Esta transfiguração exterior traduz a sua metamorfose moral, consumada na defesa de princípios liberais em discursos tão ocos como aqueles que no início condenara e na ligação adúltera que mantém com uma viúva brasileira, D. Ifigénia Ponce de Leão, de quem terá dois filhos. Por sua vez, D. Teodora, último reduto aparente do Portugal antigo, deliciosamente expresso nas suas cartas ao marido, acaba por relacionar-se maritalmente com seu primo, adoptando também ela as novas modas com que contactara numa viagem iniciática a Lisboa, última tentativa falhada de reaver o marido. Camilo mistura a sátira com a tragédia da inutilidade dos ideais e do absurdo e incoerência de todas as coisas, configurando uma paródia sorridente mas também desesperada dos seus próprios dramas, que costumavam assentar na noção de uma existência resgatável pelo sacrifício. Aqui estamos perante o percurso inverso e a surpreendente ausência de punição.
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Para, Agostinho Monteiro - putativo candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Pinhel - foi esta a nossa escolha:

Ética Prática

A ética prática tem um âmbito vasto. Se tivermos atenção, encontraremos ramificações éticas na maior parte das nossas escolhas. Este livro não pretende abordar a área na sua totalidade. Os problemas de que trata foram escolhidos com base em dois critérios: a sua importância e a capacidade do raciocínio filosófico para contribuir para a sua discussão.
Considero que um tema ético importante é aquele que toda a pessoa que pensa um pouco tem de enfrentar. Somos confrontados diariamente com alguns dos temas tratados neste livro: quais são as nossas responsabilidades pessoais para com os pobres? Teremos alguma justificação para tratar os animais como se não passassem de máquinas que produzem carne para a nossa alimentação? Será legítimo usarmos papel não reciclado? E, em todo o caso, por que motivo havemos de nos preocupar em agir de acordo com princípios morais? Outros problemas, como o aborto ou a eutanásia, não representam felizmente decisões quotidianas que a maior parte de nós tenha de tomar; mas são problemas que podem surgir na nossa vida a qualquer momento. São também temas de preocupação actual sobre os quais todas as pessoas que participam no processo de tomada de decisões da nossa sociedade precisam de reflectir.
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Para o Presidente da Comissão Política do P.S. de Pinhel - Francisco Dias:
Aqui, abrimos uma excepção e resolvemos escolher duas prendas - estas:


E esta:

LIVROS PARA MARKETING POLÍTICO

Seja Diferente e Conquiste a Vitória nas Eleições Municipais
Uma nova abordagem sobre o Marketing Político.

Com larga experiência em assessoria parlamentar, tendo participado da campanha eleitoral de mais de 400 candidatos a vereador, prefeito e deputado, o autor elaborou uma verdadeira cartilha abordando desde o planeamento da campanha, com dicas criativas e inéditas, até o perfil e o comportamento de um candidato eficiente, suas atribuições e forma de escolha da equipe de trabalho.
Este livro é mais um que aponta um caminho inovador para a conquista da vitória nas eleições: o da cooperação, da solidariedade, da decisão conjunta, cabendo ao político o poder de homologar e não decidir, de aliar o discurso com a prática, de ter uma postura transparente e participativa, enfim, de priorizar a tão almejada justiça social.
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Para, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel - António Ruas - o livro foi este:

O TRIUNFO DOS PORCOS:

Publicado pela primeira vez em 1945. O Triunfo dos Porcos transformou-se na clássica fábula política.
Acrescentando-lhe a sua marca pessoal de mordacidade e perspicácia, George Orwell, relata a história de uma revolução entre os animais de uma quinta e o modo como o idealismo foi traído pelo poder, pela corrupção e pela mentira. Foi com alguma curiosidade que vimos esta edição em DVD na FNAC.
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Bem, como não podemos dar mais prendas (o orçamento acabou) vamos desejar a todos sem excepção, umas Boas Festas.

TENHAM BOAS FESTAS!

5 comentários:

Beirao10 disse...

Meus amigos verdadeiras prendas deu o Municipio de Pinhel a 8 bons funcionários aos melhores. Deu mais 1 mes de ordenado. Podem já começar a pensar nos nomes dos funcionários.
Não é preciso pensar muito foi aos "melhores".
Isto sim é um verdadeiro presente.

Falcão Atento disse...

Sério beirão10 ?
Não me diga?
Então a teleologia da “coisa” será que é:
“Quer ver que foram, quem sabe, talvez alguns daqueles que se portaram bem? Aqueles que só cumprem ordens e que fazem tipo:
“???? ninguém pode saber de nada nem os “parceiros” políticos?
Ou ordens do tipo: Se aparecer alguma carta de fulano e… de tal recolha logo e não deixe ninguém ver, se telefonarem de tal sítio… não conte nada a ninguém e passe logo a chamada para o meu telemóvel, coisas assim, não? Não é que me garantiu uma gaivota, veja lá, uma gaivota coisa estranha não acha, que já existe um acordo entre os dois e tal… com a garantia de um tacho no poleiro maior?
Mas se um vira casacas surgir e surpreender tudo e todos, muda de cor e vai mamar, salvo seja, à grande e à francesa, sabem porquê?”

Pinhelviva, sim senhor muito bom trabalho, têm muita graça.

Disclaimer: isto é um extracto de um conto. É ficção, e passa-se em África, todas as semelhanças são puras coincidências.

Bom Natal e um Ano Novo mesmo NOVO

Anónimo disse...

Caros Pinhelenses
Desejo a QUASE todos um ano cheio de felicidades e bons sucessos para 2009. Para o pessoal do Pinhel,nós por cá, quero deixar uma prenda: Vitória nas autarquicas de 2009.

pedro manuel disse...

Estou fora a alguns anos e um amigo meu deu-me a conheçer este sitio. Interessante ver como algumas pessoas de Pinhel se preocupam com o seu concelho, e têm razões para isso porque nesta altura de crise em certas instituições nada disso acontece.
Esta msg deste sr beirão é mesmo verdade?
Por favor tenham dó espero bem que não passe de uma piada de natal.

Anónimo disse...

É difícil uma alma não ficar doente, com tanta corrupção, despesismo, mentira, promessas não cumpridas...TIQUES e atitudes totalitárias de controlo dos média, administração pública, sector privado...

Até o Salazar ficava doente, com estes SALAZARENTOS...!