2 de setembro de 2009

SENTIDO DE ESTADO É PRECISO

Ontem tivemos a grata oportunidade de ouvir um grande Português numa entrevista a um canal de televisão. Este Português a que nos referimos que muitos intitulam de, demolidor, estar fora de prazo, pessimista, e de tantas outras coisas que nem encontramos os adjectivos com que o presenteiam. Será, cada um tem o direito de achar o que bem quiser e entender. Nós entendemos que Medina Carreira que já foi Ministro das Finanças de um Governo do Bloco Central é um verdadeiro Português. Homem com “Sentido de Estado” e com uma consciência cristalina do estado a que isto, que é Portugal chegou. Uma lástima está claro. Pinhel, Nós por cá… é também um grupo de pessimistas como de resto já temos dado conta tantas e tantas vezes a quem nos visita. Isto, Portugal a continuar assim não tem remédio e não há ponta por onde lhe pegar. Podem dizer-nos o que quiserem, a verdade é que os números não mentem. Eles estão por aí. A dívida externa, o desemprego, a falta de produtividade, a dependência, etc..
Retivemos entre outras coisas do que disse algumas frases lapidares e que fazem pensar quem quiser pensar. Por exemplo:
“Os partidos políticos ou são optimistas inconscientes… ou são desavergonhados…”
Será?
“A democracia tem que arranjar outra democracia porque este modelo está falido!”
Será?
Quem quiser pode comentar e pensar connosco. Quem não quiser tudo bem, que não pense.

Tenham um bom dia!

3 comentários:

Tó Saraiva disse...

Retirado Wikipédia: "No plano político, exerceu o cargo de Subsecretário de Estado do Orçamento, durante o VI Governo Provisório (1975-1976), o qual deixou de exercer para assumir, logo de seguida, as funções de Ministro das Finanças do I Governo Constitucional (1976-1978). Foi nessa condição que negociou com o FMI um empréstimo no valor de 750 milhões de dólares. Em 1978 abandona o PS, por divergências quanto à política económica adoptada pelo partido no poder. Em 2006 apoiou publicamente a candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República"

Deve ser este o motivo porque tanto o apreciam , falta de ideologia , ao sabor do vento.
Saudações Pinhelenses.

P.S.

independente disse...

http://www.youtube.com/watch?v=M-gyk1Z4eiQ

entenderão?

Tó Saraiva disse...

Outra leitura para a crise
By José Saramago
A mentalidade antiga formou-se numa grande superfície que se chamava catedral; agora forma-se noutra grande superfície que se chama centro comercial. O centro comercial não é apenas a nova igreja, a nova catedral, é também a nova universidade. O centro comercial ocupa um espaço importante na formação da mentalidade humana. Acabou-se a praça, o jardim ou a rua como espaço público e de intercâmbio. O centro comercial é o único espaço seguro e o que cria a nova mentalidade. Uma nova mentalidade temerosa de ser excluída, temerosa da expulsão do paraíso do consumo e por extensão da catedral das compras.
E agora, que temos? A crise.
Será que vamos voltar à praça ou à universidade? À filosofia?