8 de outubro de 2009

BALANÇO DA CAMPANHA II

Pelos vistos a campanha do P.S.D. soma e segue. Aquilo que é possível ver e ouvir é que a mesma decorre com vitalidade alegria e convicção esperançados num bom resultado no próximo domingo.
O P.S.D. e António Ruas partiram para esta campanha com o trabalho de casa bem feito e muito bem estudado.
Arrumaram bem em primeiro lugar a casa por dentro. Esbateram ou contornaram divisões e colocaram os seus “peões” no sítio certo. Com umas eleições internas de quem poucos ouviram falar, o que havia a clarificar ficou mais ou menos claro (pelo menos por enquanto) e assim as coisas ficaram definidas. É verdade que a elaboração das listas foi feita muito a tempo e no seio basicamente duas pessoas. António Ruas e Rui Ventura definiram a sua estratégia bem ao gosto de António Ruas, isto é, com poucas “ondas” e com muito calculismo devidamente temperado com alguma astúcia a de Rui Ventura. Eles escolheram quem ou quase quem quiseram uma vez que tiveram algumas respostas negativas por parte de alguns convidados e, bem sabemos do que estamos a falar. No entanto, a descrição foi um ponto de honra e deu resultado como se atesta. Se é verdade que há ultima da hora tiveram um ou outro percalço, como por exemplo, a demissão de Sales Gomes da Presidência da Assembleia Municipal que foi apresentada na sua última sessão e que, na verdade, apanhou todos de surpresa, também não é menos verdade que a questão passou quase despercebida. Passou quase despercebida por vários motivos e o que em nossa opinião mais pesou para que a demissão não tivesse sido notada foi a forma como tudo sucedeu, quer por parte de Sales Gomes que não levantou “ondas” apenas terá querido marcar a sua posição, quer por parte de António Ruas que desvalorizou o assunto.
Por isso, com a casa arrumada e sem questões internas (por enquanto) para resolver, António Ruas não fez mexidas nas listas a não ser as extremamente necessárias, como aliás, Pinhel, Nós por cá... já tinha dito que assim anteviu há já algum tempo como devem estar recordados.
Por conseguinte, estabilizado que estava internamente, o P.S.D. organizou a campanha eleitoral como se estivesse numa disputa renhida com o P.S. como sempre fez. Para António Ruas, as eleições só se ganham depois de contados os votos e até lá há que fazer o melhor todos os dias até ao dia das eleições. Esta parece ser a ideia chave da campanha do P.S.D.. Com uma campanha bem esquematizada articulada e com meios mais que suficientes quer humanos quer outros, António Ruas apresentou nesta campanha meios tecnológicos em termos comunicacionais fora do comum e que têm surpreendido em termos de impacto junto dos eleitores. Outra das traves mestras desta campanha do P.S.D., é a Juventude que tem dado alegria e energia aos mais velhos. Aguerridos os jovens aparecem em todo o lado acompanhados de muitos militantes Social-democratas que têm dito presente. É claro que não faltam os comes e bebes que sempre deram resultado em temos de mobilização das pessoas.
Em termos de discurso, este, assenta em duas premissas. Os comícios ou sessões de esclarecimento começam com a projecção de videogramas bem conseguidos com impacto mais pela novidade, onde são passadas em revista as “obras feitas”. Seguem-se alguns oradores (poucos como convém para não enfadar) que fazem o chamado aquecimento da plateia com um avivar de memória e algumas propostas de futuro de forma a criar alguma expectativa. Depois segue-se a entrada de António Ruas, geralmente feita a meio isto é interrompendo o orador e este é sempre recebido com uma salva de palmas como convém. Encerra a sessão António Ruas com um discurso apaziguador, apelando ao bom senso, dizendo que não diz mal de ninguém e que não faz promessas… sublinhando a obra realizada nos últimos 8 anos, o que pelo que temos visto tem caído bem nos eleitores a quem o discurso se dirige.
A verdade é esta, as sessões têm sido muito concorridas e animadas, os contactos pessoais são feitos com alguma informalidade o que tem agradado à caravana do P.S.D..
A nossa impressão é que o P.S.D. está a trabalhar para que o resultado seja o melhor e o que vai transparecendo é que o P.S.D. quer ganhar a Câmara de Pinhel com maioria e que a maioria será para a candidatura de 5 vereadores que parece estar ao seu alcance. No entanto, os mais avisados nestas coisas têm alguma expectativa relativamente ao comportamento do eleitorado do C.D.S. que, como sabem nas últimas legislativas surpreendeu no Concelho. A ver vamos, já que o C.D.S. praticamente não tem feito campanha, tal como a C.D.U..
Domingo todas estas dúvidas e outras serão clarificadas com a contagem dos votos como diz, António Ruas.

Tenham um bom dia!

5 comentários:

Anónimo disse...

De Olhos Bem Abertos:
Já repararam que nas acções de campanha do Sr. Engº. António Ruas, grande parte dos acompanhantes são funcionários da Empresa Municipal ou da Câmara Municipal de Pinhel. Porque será?
Eis-nos retomados ao tempo da Mocidade Portuguesa e PIDE.
Falem a Verdade!

Anónimo disse...

é aceitavel que as pessoas tenham a sua opinião e direito a manifestá-la. bem mais grave é fazer campanha num consultorio de um centro de saude, num balcao das finanças ou na carrinha da edp, isso sim é grave, mais ainda em horario de trabalho.

sim senhores puritanos, voces sao uns anjinhos.

outra coisa, sou o tal funcionario da empresa que vai todos os dias com gosto e muita alma na caravana e mais, HOJE LA ESTAREI NOVAMENTE

Antonio disse...

Se fazem é porque podem.Se tens provas disso tem coragem e diz isso ás pessoas mas tira a mascara de anonimo, porque mandar bocas anonimas é facil.

Anónimo disse...

Esses devem estar bem protegidos pelo Socrates. Por isso é que são chefes do centro saude, das finanças e da edp.Não é por acaso que a outra foi canditata a deputada. Assim tambem eu cantava de galo.

Anónimo disse...

A culpa do que está a acontecer ao P.S. é do Dr. digo Mestre ou melhor Professor Doutor Fernando Videira ele é que domina a pantera.
Até tem feito campanha a favor do Ruas e é ele que leva tanta gente aos comícios.
Bem é ele e a sua loucura. Este homem é o máximo.