Será que para que este Povo tenha de novo dignidade, seja respeitado em todos os seus direitos e deveres, será que terá que se fazer um novo 25 de Abril?Como acabar com a corrupção que graça por aí?
Como acabar com as injustiças e as perseguições pessoais?
Como acabar com a injustiça, com a prepotência de muitos que têm poder em nome do Povo e depois se servem desse poder em proveito próprio?
Como acabar com as atitudes daqueles que não se coíbem de perseguir seja quem for só porque têm medo de perder esse poder?
Será que esta denominada democracia não é capaz de se regenerar e assim encontrar o caminho do respeito pelo outro, que o mesmo é dizer, por todos os Cidadãos?
Será que acções como as que aqui vos deixamos não nos fazem reflectir a todos e não nos dão indicações que, o que estes bravos fizeram por todos nós tem que ser respeitado e que é tempo de acabar com, a corrupção, com o despotismo, com as perseguições pessoais, com o aproveitamento pessoal de cargos públicos em proveito próprio, com as injustiças, com as desigualdades sociais, com os privilégios de uma certa chamada classe política com…
Oxalá não seja preciso um Novo 25 de Abril para que Pinhel, Portugal sejam de facto uma verdadeira democracia, porque de direito já o são, mas… ????
E já agora, quando é que a liberdade, a responsabilidade, … serão palavras com significado substantivo.
Vivam os verdadeiros valores do 25 de Abril!
Tenham um bom dia!















7 comentários:
Portugal, Portugal.....!? a nossa sociedade....
“Embora nunca se tenha descoberto para que servem, a verdade é que há parolos em todos os países do mundo, cada um com o seu paladar, com o seu chapéu típico e com o seu próprio jeito de falar. A história demonstra que são inextermináveis. À parte a República popular da China, nenhum país conseguiu até hoje transformar os seus parolos em elementos válidos da sociedade. Na China ninguém dá nas vistas porque todos se vestem e comportam exactamente da mesma maneira. Só com a introdução de algumas liberdades capitalistas é que começaram a surgir os primeiros índices de parolice (vejam-se o caso das confrangedoras passagens de modelos em Pequim).
Também há países inteiramente constituídos por parolos – é o caso da Bolívia, de uma Finlândia, de uma Malásia, até talvez de uma Áustria -, mas os parolos tendem a ser todos muito iguais. Em Portugal, é diferente. Em mais nenhum país a variedade é tão grande. Basta ficar parado durante meia hora em qualquer ponto do país a observar as pessoas que passam para conhecer a gama completa. É fascinante, mais do que o folclore, e aprende-se imenso acerca da infinita adaptabilidade da parolice humana, sempre atenta às novas modas, aos novos materiais, às novas séries de televisão.
Portugal é o paraíso dos parolos porque tudo lhes é permitido. E encomendado. Doutro modo não teríamos a riqueza da nossa arquitectura parola, a parolice especial da nossa música, a notoriedade pública dos nossos maiores políticos parolos. É preciso, porém, um certo cuidado nas classificações, porque os parolos portugueses não são todos iguais. São todos livres, são todos respeitados, são todos encorajados – mas são todos diferentes. Não basta andar por aí a cantar o “Paroli! Paroli!” da Dalida – é necessário distinguir entre os diversos modelos do mercado. Atenção, portanto. Venham comigo, tipo Lagoa Henriques, numa viagem às profundidades da parolice portuguesa…
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Antes de tudo, antes mesmo da primeira aurora da Civilização, havia o Labrego. O Labrego é o parolo dos primórdios, o parolo Neanderthal. É a matriz, a raça, o cadinho onde toda a nossa parolice se apurou. De todos os géneros de parolo, é o melhor. É o diamante em bruto – ao contrário dos foleiros, por exemplo, que são uns brutos com diamantes. É o sal da terra. Sal grosso, não purificado. (Estão todos proibidos de dizer que preferem a terra insossa.) O Labrego é o camponês que é mesmo do campo, a ruralidade genuinamente rural, a lembrança viva de onde viemos e, em muitos casos, de quem ainda somos.
É fácil gostar de labregos e da companhia que os labregos podem fazer. Durante dez ou onze minutos, num contexto bucólico, chegam a reconciliar-nos com a terra. São honestos. São despretensiosos. Respeitam as outras pessoas. Acima de tudo, são verdadeiros. E têm todos camionetas. Os labregos, aliás, são capazes de ser os Portugueses autênticos, aqueles que jogam às damas às portas dos cafés, que estiveram com Viriato nos Montes Hermínios, que inventaram o jogo do pau e o arroz de cabidela e que passam as tardes a cantar “Aldeia Velha… Aldeia Velha para os nossos copos”.
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À medida que se ascende na escala social, o caso piora. Chega-se, a contragosto, ao PAROLO. Isto é, ao labrego que desceu à cidade. Ao parolo propriamente dito. Como desceu à cidade? De motorizada, claro. Todos os parolos são obrigados a ter motorizadas. Não podem escolher qualquer marca. Não. Têm de ser Famel ou Casal ou Motorel ou Amaral. Isto é, têm de acabar em -l . E não podem ter silenciador nos escapes. Também é proibido um parolo viajar sozinho. A mulher e os filhos têm de acompanhá-lo, em cima do depósito e do guiador. Só o parolo e a esposa é que podem levar capacete. As crianças não têm idade para levar capacete.
O Parolo é o Labrego Urbano, indeciso entre o apego da terra e os fascínio do Centro Comercial de Macedo de Cavaleiros, hesitante entre tapar a cabeça com um lenço atado com quatro nós nas pontas e optar por um simples panamá estampado e com as bandeiras de todas as nações do mundo e a frase “Casino da Figueira – Onde a Beira Litoral é Internacional”. O Parolo é o Labrego Suave.
Enquanto o Labrego tende a cheirar mal, o Parolo tende a não cheirar nada bem. O Labrego não sabe o que é o bem-estar, mas o Parolo, em contrapartida, sabe o que é o “Bien-Etre”. O Labrego tem as mãos rudes e as unhas pretas. O Parolo tem as mãos rudes e as unhas cinzentas, só que uma delas é extremamente comprida. O Labrego diz “Ó homem!” e “Arre burro!” e outras coisas toscas a ver com o vinho e as bestas e o romance neo-realista português. O Parolo já usa expressões estrangeiras, como “Men” e “Naice” e “Nalfada nas Costas”.
Existe, porém, uma espécie de Labrego que, apesar de contactar com o modus vivendi citadino, não chega a transfomar-se em parolo. Estes Labregos inadaptáveis, que regra geral, estão presos, são os PÉ-OLHOS. O Pé-Olho é o Labrego Confuso e Aturdido, o Boi que olha para o palácio, não compreende o que vê e decide marrar contra as estátuas do jardim. O Pé-Olho é o Labrego em armas, o Povo e outro defeito físico de monta. São geralmente jovens, até porque morrem cedo em “rixas”. As páginas do “Correio da Manhã” estão cheias de fotografias de Pé-Olhos.
O Parolo, ao contrário do Labrego, não é humilde. Sente-se inclusivamente no direito de chamar “labrego” a um labrego. Mas não exagera. Quem exagera são os superiores técnicos dos parolos – os famosos FOLEIROS. A Foleirice é mais do que uma condição – é uma maneira de ser, uma filosofia de vida. Está institucionalizada. Está no Governo, dá na televisão, durará para sempre. É contagiosa. Ao contrário do Parolo, que tenta passar despercebido ou julga que passa, o Foleiro quer afirmar-se na diferença, para que fique bem claro – verde-claro, se possível. O Foleiro tem um “eu”. Enquanto o Parolo compra a roupa ao calhas, o Foleiro já escolhe. Aqueles sapatos não são por acaso – são o resultado de uma longa rusga ao Rei do Calçado.
A Foleirice, ao contrário da Parolice, pode dar a toda a gente. Todos nós podemos ser um bocado foleiros, de vez em quando. Podemos pedir a alguém que não seja foleiro e ele é capaz de aceder, enquanto é impossível exigir de um parolo que ele deixe de o ser. Ser foleiro é perguntar nos restaurantes se a tal mousse é caseira, é pedir “990 escudos de super [gasolina]” com um ar generoso, é levar o jornal para casa mesmo depois de o ter lido, é andar com o automóvel para trás e para a frente nos semáforos, é tratar os empregados por “chefe”… Enfim, ser foleiro está ao alcance de qualquer um. Às vezes, ser foleiro significa simplesmente não pensar no que se faz.
O foleiro do Porto é, apesar de tudo, melhor do que o de Lisboa. É o AZEITEIRO. O Azeiteiro não tem tantas pretensões e de bom grado dá barraca. O foleiro nunca confessa a sua foleirice, mas o azeiteiro está sempre a dizer “Eu sei que sou azeiteiro, mas…”. O azeiteiro é o foleiro falador, sempre franco e sincero, incansável na maneira como está sempre a recordar a infância miserável, o mau gosto que nunca pôde evitar, os privilégios que não teve, etc. Coisa curiosa – quase todos os azeiteiros têm suíças.
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Subindo na escala Lambrego (Pé-Olho)-Parolo-Foleiro-(Azeiteiro) chegamos à espécie mais horenda de todas quanto abraçam tão de perto a foleirice. Trata-se do BURGESSO. O Burgesso é o foleiro burguês, o cavalheiro a fingir, o senhor de gesso. Todos os burgessos são gordos e têm a cara anormalmente assoprada, sempre bem barbeada, a cheirar a “Aramis”. Porque o Burgesso é o foleiro que sabe onde vestem as pessoas com gosto, que sabe quais são os restaurantes, porque leu nas revistas ou conhece quem as leu. O burgesso gasta uma fortuna nas lojas “finas”, só que depois não sabe combinar as coisas. Todos os burgessos, por exemplo, têm uma adoração doentia pelo foulard, que associam à aristocracia inglesa. (Foulard, escusado será dizer, significa “foleiro” em francês).
Os burgessos vêm de todas as classes sociais. A “pequena burgessia”, constituída pelos burgueses mais pobres (o pessoal do blusão, amante do fato de treino todo branco), é menos irritante. A “alta burgessia”, dos blazers italianos de xadrez, endinheirada à custa do povo explorado, tem o condão de trocar as marcas todas. Não tem um automóvel Porsche, mas tem uns óculos escuros. Não tem sapatos da Gucci, mas tem um after-shave com o mesmo nome. O burgesso é incapaz de escrever com uma caneta que não tenha o nome de um costureiro (Pierre Cardim), e presume-se que compre as camisas a um grande caneteiro.
Há só uma espécie de burgesso que não maça tanto – é o burgesso envergonhado, que procura não incomodar, que não nos apresenta constantemente os seus sinais exteriores de riqueza. Sim, é o TONHÃO, pronunciado com O aberto, até porque quase todos os tonhões se chamam “Tó” e estão sempre casados com tonhonas chamadas “Tóina”. O tonhão é uma pessoa que diz “Eu não sou a pessoa indicada, mas…” ou “Olhe, se quer que lhe diga, não sei…”. É o burgesso que tem consciência das suas limitações. Se alguém lhes chama a atenção para a tonhice, voltam imediatamente ao estado natural e ficam labregos. Um labrego é muitas vezes um tonhão que regressa à sua incandescência natural.
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Com labregos, parolos, foleiros e burgessos, é realmente grande a nossa variedade. Falta apenas uma espécie, que se caracteriza por não ter características. É o zero do estilo e da elegância. Falo evidentemente no MURCÃO. O Murcão é o cinzentão, molengão, mandrião e tudo em “ão” do século XX. Quando se pisa um murcão, ele diz “Desculpe”. O murcão nunca se move ou mexe. Não tuge nem munge. A única coisa que faz é murcar. O murcão não tem maneira de vestir nem de falar nem de nada. Existe apenas só para preencher a população. Com ele, tudo é por acaso. Os murcões não têm nem camiões (como os labregos), nem motorizadas (como os parolos), nem automóveis (como os burgessos). Têm murgonetas. Os murcões não sabem guiar, não ouvem buzinas, não conseguem pegar as murgonetas nos semáforos e andam na estrada como se tivessem trilhos por baixo, como os carros eléctricos. Os murcões não têm rosto. O grande defeito dos murcões é empatar. Diz-se que isso se deve a características herdadas do distante planeta “Murkon”, de onde vêm todos os murcões. O murcão é fora de série. É um ser humano avariado. Se fosse consertado tanto poderia dar um labrego como um foleiro – nunca se sabe. Ainda bem!
A tendência social, qual é? É para o desaparecimento dos labregos, para uma escassez cada vez maior de parolos e para uma crescente polarização entre foleiros e burgessos. Anúncios como o do Atum Bom Petisco, evidentemente, não ajudam
Autor: Miguel Esteves Cardoso
Temos claramente um problema de cultura e os valores rareiam, mas o que já fizeram para mudar isto?
Caro Independente:
Cada um fará o que achar melhor e mais conveniente. Pinhel, Nós por cá… certamente que nos fará essa “justiça” tem feito pouco é certo, mas tem feito alguma coisa, você dirá a que achar mais adequado.
No entanto permita-nos que façamos a seguinte pergunta:
E você o que é que já fez?
Saudações Pinhelenses****
Viva o 25 de ABRIL
Viva Pinhel
Viva este blog
Viva a liberdade de expressão.
Os politicos da terra estão todos mobilizados para as autarquicas. Infelizmente não houve o tradicional almoço do 25 de Abril.
Ou é falta de dinheiro ou de vontade.Não se esqueçam de uma coisa: Há para aí muito magarefe se não fosse o 25 de Abril hoje não eram ninguem nem estavam a ganhar dinheiro com a politica. Se fizessem alguma coisa por este dia e da sociedade não ficava nada mal .
Saudações democraticas
Pinhel nos por cá tem o seu papel, a sua actuação advem do facto de opinar e relatar(a sua maneira) alguns factos que julgo de interesse e dar, pq não, a sua opinião, dando tb a oportunidade a alguns desabafos de alguns e provocando algumas reacções até nas esferas mais elevadas deste Concelho,. É positivo no meu entender este blog. Para suportar esta minha avaliação bastaria referir q é comentado. Citando o ditado, ""falem bem ou falem mal ...mas q falem!!"
Qt a mim não me cabe avaliar se já fiz muito ou pouco ou mesmo nada pelo nosso Concelho,alias não estando identificado é mais dificil ser avaliado e pq não "julgado". Contudo procura tb por um pouco de sal na comida que aqui é servida, outros colocarão o picante!! e do Forte!!!
Não me vejam como um cego apoiante de A ou B, um seguidista, como numa manada que corre para a falesia sem saber pq corre ou pq a segue....
Caro Independente:
Por parte de Pinhel Nós por cá… não há equívoco nenhum, disso pode ter a certeza. Nós vamos dando o nosso modesto contributo como podemos. Sabe certamente que não é fácil nesta Terra ter opinião.
Nós temos opinião que é, disso pode ter a certeza, independente sem estar sujeita a qualquer interesse quer político quer económico.
Tem sido por isso que quer alguns dirigentes do P.S. quer do P. S. D. e até de outros partidos e de alguns interesses económicos tantas vezes se têm insurgido contra Pinhel, Nós por cá…
De uma coisa pode ter a certeza. Não nos vão calar facilmente apesar de tudo.
Continue a participar porque esta Terra está ao que parece hipnotizada.
Saudações Pinhelenses***
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